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Mostrando postagens de outubro, 2025

Quando o Respeito Não Faz Parte Da Entrevista

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  Há processos seletivos que não buscam talento, mas submissão. Empresas que oferecem salários irrisórios e, ainda assim, exigem deslocamentos presenciais, longos e dispendiosos, como se o simples ato de comparecer fosse uma prova de devoção. Ignoram o custo do transporte, o tempo perdido, a incerteza de um retorno que raramente chega. Chamam de “oportunidade” aquilo que, na verdade, é descuido travestido de formalidade. Um candidato não é um número nem uma despesa a ser testada. É alguém que se prepara, se organiza, acredita e, muitas vezes, precisa reerguer a própria dignidade depois de cada silêncio. A maneira como uma empresa conduz uma entrevista revela mais sobre ela do que sobre quem busca a vaga. E quando o respeito não faz parte do processo, o melhor é reconhecer o sinal e seguir adiante com a serenidade de quem sabe o próprio valor. Luciane e Veritas

Quando A Elegância É a Resposta é

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Há momentos na vida profissional em que a serenidade se torna a forma mais alta de resistência. Não se trata apenas de manter a compostura, mas de compreender que, quando falta transparência do outro lado, o silêncio e a elegância falam por nós. Processos seletivos confusos, informações distorcidas e mudanças repentinas de critérios revelam, mais do que desorganização, a essência de quem conduz a oportunidade. São situações que testam não apenas a paciência, mas também o caráter. É ali que o profissional descobre se será conduzido pelas circunstâncias ou se continuará fiel aos próprios valores. Manter-se firme não é sinônimo de arrogância, e recusar o que fere a coerência não é falta de humildade. É lucidez. A verdadeira força está em seguir com discrição e cabeça erguida, sem precisar confrontar ou provar nada. Quem conhece o próprio valor não se dobra a qualquer proposta. A elegância, nesses casos, é um escudo silencioso. Ela protege, preserva e diferencia. Porque, no fim, o tempo se...

As Amizades Que Se Revelam Nas Entrelinhas

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  Há vínculos que nascem naturalmente, sustentados por afinidade e lealdade silenciosa. São laços que não precisam de convites formais nem de demonstrações calculadas, apenas se reconhecem. Com o tempo, também aprendemos que nem toda amizade é recíproca e que algumas relações sobrevivem mais por hábito do que por afeto verdadeiro. Existem pessoas que oferecem gestos simples e espontâneos, sem esperar nada em troca. E há outras, com quem dividimos anos de histórias, que parecem perder de vista a delicadeza e o respeito. É curioso como o carinho, às vezes, vem de onde menos se espera, e como a frieza pode vir justamente de quem mais acreditávamos conhecer. O amadurecimento ensina que não vale a pena medir o valor da nossa presença pelo comportamento alheio. Ser gentil, mesmo diante da indiferença, é um ato de liberdade. A vida, em sua sabedoria, sempre retribui com serenidade quem age de coração limpo. As verdadeiras amizades não se anunciam em convites; revelam-se nas entrelinhas, n...

O Novo Coração da Cidade: O Centro de Curitiba em Transformação

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  Durante décadas, o centro de Curitiba foi o grande palco da vida urbana. Ruas movimentadas, vitrines chamativas, bancos, repartições, lojas e uma multidão que se cruzava diariamente. Era o endereço natural dos negócios e dos encontros. Com o passar do tempo, e especialmente após a pandemia, esse cenário mudou. As pessoas migraram para o comércio on-line, os bairros ganharam força e muitos imóveis do centro ficaram vazios. O que antes pulsava adormeceu. Hoje, esse mesmo centro desperta novamente. A cidade decidiu olhar para o seu coração e devolver-lhe o brilho. A revitalização que se observa nas ruas centrais não é apenas uma reforma de fachadas, mas uma tentativa de restaurar o sentido de convivência, de segurança e de pertencimento. Curitiba, reconhecida pelo seu planejamento urbano exemplar, investe agora em calçadas mais amplas, melhor iluminação, restauração de edifícios históricos e incentivo a novos comércios, cafés, moradias e espaços culturais. A proposta é simples, mas ...

Aprendizados de Um Casamento Que Não Deu Certo

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  Em determinados momentos da vida, o desejo de recomeçar pode conduzir a escolhas que, embora bem-intencionadas, revelam-se duras lições. Há relações que começam envoltas em esperança e afeto, mas, com o tempo, revelam desalinhamentos profundos de valores, intenções e responsabilidades. Quando a convivência se transforma em peso, e o amor perde o sentido de parceria, surge a necessidade de coragem: reconhecer que permanecer também é uma escolha e, muitas vezes, a escolha errada. Romper um vínculo não é fracasso; é um ato de lucidez. Superar o que não deu certo é também compreender que não se trata de culpas, mas de aprendizados. O tempo oferece distância, e a distância traz compreensão. Aprendi que a verdadeira companhia não é a presença constante, mas a presença verdadeira. E que, muitas vezes, a serenidade de estar consigo mesma é a forma mais autêntica de amor que se pode viver. Luciane e Veritas

O Amor, o Poder e o Medo: Quando o Vínculo se Transforma em Armadilha

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Há vínculos que se iniciam sob a promessa do amor e terminam sob o domínio do poder. O que começa com ternura e admiração, às vezes, degenera em controle, dependência e medo. Em um mundo onde as relações se constroem, muitas vezes, sobre aparências e conveniências, o afeto genuíno parece dar lugar à disputa silenciosa pelo domínio emocional e financeiro. O Brasil vive uma época paradoxal. Multiplicam-se os discursos sobre liberdade e igualdade, mas o número de mulheres que sofrem violência — psicológica, patrimonial e física — cresce a cada ano. Em muitos desses casos, o que sustenta o vínculo não é o amor, mas a dependência: financeira, emocional ou social. Há pessoas que permanecem em relações destrutivas por medo da solidão ou pela pressão cultural que ainda insiste em medir o valor feminino pelo estado civil. E há parceiros (as) que reagem com violência quando perdem o poder que acreditavam deter. Poder que, muitas vezes, sustentava a própria identidade. Vivemos em uma sociedade qu...

Fé, Poder e Dinheiro: O Limite Ético das Obras Religiosas Contemporâneas

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  Quando a evangelização se transforma em estrutura empresarial, o que permanece da essência espiritual? Há obras religiosas que nascem de um chamado genuíno: Um sacerdote ou um grupo de fiéis movidos pelo desejo sincero de levar consolo, esperança e fé a quem mais precisa. Com o tempo, algumas dessas iniciativas crescem, expandem-se, tornam-se conhecidas e passam a alcançar multidões por meio do rádio, da televisão e da internet. Contudo, é nesse ponto que surgem os maiores dilemas: Quando a fé se institucionalizada, a espiritualidade pode ser engolida pela máquina administrativa que se ergue em torno dela. O carisma original, aquele impulso puro e vocacionado, muitas vezes dá lugar a estruturas rígidas, controladas por familiares ou por equipes de confiança que, em nome da continuidade da obra, constroem verdadeiros impérios de comunicação. E o que antes era um santuário de fé passa a funcionar, em parte, como uma empresa, com metas, patrocínios milionários e estratégias de marke...

Os Gestos Silenciosos do Divino

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Independentemente da fé que cada um professe, há instantes em que o sagrado se manifesta em nossa vida com uma sutileza que emociona. Este texto fala justamente disso: De como a espiritualidade encontra caminhos para nos tocar. Às vezes por meio de uma coincidência, de um olhar, de um gesto inesperado. Há momentos em que a vida se revela em gestos tão simples que quase passam despercebidos. Mas, quando olhados com o coração, tornam-se verdadeiros presentes da espiritualidade! Recentemente, em uma missa, vivi uma dessas experiências sutis. O padre, por quem tenho grande simpatia e admiração, havia passado alguns meses estudando na Itália e retornara há pouco tempo à nossa paróquia. Ontem, ao receber a comunhão, não era previsto que ele viesse até a fila em que eu estava, mas veio. E, por um desses caprichos da vida, ou talvez, dessas delicadas providências do Alto , foi ele quem me entregou a hóstia. Pouco depois, o padre anunciou que voltaria à Itália por mais oito meses. Só então perc...

Resiliência Que Incomoda: A Força Que Sobreviveu Ao Tempo

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  Ser forte é bonito no discurso, mas na prática pode incomodar muita gente. Há quem se sinta ameaçado diante da resiliência alheia, como se a luz de um fosse capaz de apagar a chama do outro. Mas a verdade é que a força não nasce para competir — ela nasce para resistir e seguir. Carrego comigo uma verdade: minha resiliência é minha marca. Ela não foi dada de graça, foi construída ao longo dos anos, nas dores, nas perdas, nos recomeços e também nas vitórias silenciosas que só eu sei que vivi. Essa luz incomoda, eu sei. Há quem torça o nariz para quem insiste em ser justo, humano, luminoso, mesmo quando o mundo se apresenta cinzento. Mas não é sobre agradar os outros. É sobre ser inteiro, coerente e fiel àquilo que acreditamos. Resiliência não é dureza, não é frieza. É uma força suave, que não desiste, que aprende a se curvar quando o vento é forte demais, mas que nunca quebra. E se incomoda? Que incomode. Eu sigo sendo quem sou. Porque não se trata de ser perfeito, mas de ser verda...

Entre Passos e Luzes: O Início de Uma Jornada

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  Entre Passos e Luzes: O Início de  Uma Jornada Cada passo que damos carrega histórias, memórias e aprendizados. Cada luz que encontramos — seja um farol à beira-mar ou uma centelha dentro de nós — nos guia em momentos de dúvida, nos acolhe em tempos de solidão e ilumina nossas escolhas. Este espaço nasce com esse espírito: um encontro entre reflexões de vida e aprendizados de gestão, entre histórias pessoais e experiências profissionais, porque acreditamos que uma jornada só faz sentido quando é vivida com consciência, coragem e propósito. Aqui, em Entre Passos e Luzes, falaremos de caminhos — os que percorremos sozinhos e os que percorremos em grupo, dentro das empresas, nas relações, na vida. Falaremos também de luzes — aquelas que revelam, que incomodam, que transformam e que nos permitem enxergar além do óbvio. Serão textos semanais, sempre alternando entre reflexões pessoais e análises de gestão. De um lado, a experiência humana, feita de sentimentos, memórias e escolha...