Quando o Respeito Não Faz Parte Da Entrevista

 


Há processos seletivos que não buscam talento, mas submissão. Empresas que oferecem salários irrisórios e, ainda assim, exigem deslocamentos presenciais, longos e dispendiosos, como se o simples ato de comparecer fosse uma prova de devoção.

Ignoram o custo do transporte, o tempo perdido, a incerteza de um retorno que raramente chega. Chamam de “oportunidade” aquilo que, na verdade, é descuido travestido de formalidade. Um candidato não é um número nem uma despesa a ser testada. É alguém que se prepara, se organiza, acredita e, muitas vezes, precisa reerguer a própria dignidade depois de cada silêncio.

A maneira como uma empresa conduz uma entrevista revela mais sobre ela do que sobre quem busca a vaga. E quando o respeito não faz parte do processo, o melhor é reconhecer o sinal e seguir adiante com a serenidade de quem sabe o próprio valor.

Luciane e Veritas

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